Maria Elisabete Rodrigues ou simplesmente Bete. Conheci-a numa apresentação na UPF (Universidade de Passo Fundo) e, desde aquele dia, nos tornamos parceiros de palco, de produção e de bastidores. Bete fazia de tudo: atuava — chegou a ganhar o prêmio de melhor atriz coadjuvante no festival de teatro de 1988 —, produzia, costurava, criava adereços, ajudava na direção e ainda ministrou uma oficina de teatro para a Companhia Elektra. Era incansável, sempre presente em cada detalhe.
Éramos amigos, unidos por aquele tempo em que o teatro tinha outra essência, diferente de hoje. Lembro que lhe dei um livro, O Primeiro Fausto, de Fernando Pessoa, obra inacabada que ela adorava ler. Há tantas histórias que poderia contar sobre a Bete, tantas memórias que guardo com carinho.
Dias atrás recebi a notícia de sua partida. Mesmo depois de tanto tempo sem contato, a lembrança dela me tocou profundamente. Vieram à tona nossas vivências, nossas conversas, nossos sonhos de palco. Minha parceira de teatro se foi, mas permanece viva nas lembranças e na arte que ajudou a construir. Que esteja em paz.

Beto Mayer que tambem trabalhou com ela, complementa:
Foram mais de 30 anos de convivência, muitos trabalhos produzidos desde 1992;
Cabaré Valentin 1992; Um Deus dormiu lá em casa 1993; O lobo mau no Sítio do Pica pau -1993;
Um sonho de cada vez – 2006 , O livro do destino e outras histórias – 2007
Filhas da mãe 2010 , Filhas da mãe – 2012, Domingo tem teatro – 2010 a 2017;
Performances inúmeras . Contação de histórias inúmeras . Expodireto cotrijal 2023
Bete sempre fez parte da minha vida como amiga, colega de trabalho, atriz, artista plástica, figurinista, artesã, costureira, aderecista, contra regra, operadora de som …um talento ímpar . Ficará para sempre nos corações de quem a conheceu verdadeiramente .
Sentiremos saudades !
Até breve Bete !!

