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Saga/Elektra – A vitalidade Cênica que marcou os anos 90

Após o encerramento das atividades do Grupo Ellos, em 1990, instaurou-se um breve hiato criativo que se estendeu até o ano seguinte. Em 1991, surgiu então a Cia. Saga Artes Cênicas, concebida como um espaço de experimentação e pesquisa teatral. Essa companhia representou o embrião de um novo projeto artístico: a Cia. Elektra de Artes Cênicas, que se consolidaria pouco depois, assumindo uma direção estética oposta ao trabalho anterior.

Enquanto o Grupo Ellos se destacava por propostas mais contemporâneas e experimentais, a Elektra voltou-se ao teatro de época, resgatando a força dos clássicos e produzindo espetáculos que marcaram profundamente a cena cultural da década de 1990. A Saga, por sua vez, foi responsável por um dos marcos teatrais do período: a montagem de “Calígula”, considerada um dos espetáculos mais emblemáticos dos anos 90, tanto pela ousadia estética quanto pela intensidade dramática. Depois vierem Gothic, a Odisséia de Oxyrhincus até o premiado Nero, o imperador do Fogo e Leviathan.

Esse percurso evidencia uma transição artística significativa: do experimentalismo inicial à valorização da tradição teatral, sempre com a preocupação de provocar reflexões e deixar uma marca na memória cultural. A trajetória da Saga e da Elektra demonstra como o teatro pode se reinventar, ora rompendo com padrões estabelecidos, ora dialogando com a história para criar novas leituras e experiências cênicas.

Na foto acima: Calígula no Teatro Municipal Múcio de Castro de Passo Fundo, completamente lotado.

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