Leviathan

ESTRÉIA
7 de novembro de 1999
SINOPSE
O rei Ozimandias, outrora soberano temido e venerado, agora vive cego e exilado em uma praia desolada. Sentado numa antiga cadeira elétrica corroída pelo tempo, ele aguarda o destino: a captura do Leviatã, o colosso marinho descrito nas escrituras do Antigo Testamento, criatura de força indomável e escamas impenetráveis. O mundo, devastado por uma catástrofe que exterminou todas as mulheres, mergulhou em caos e desespero. Restam apenas homens, divididos entre a obediência ao exército e a submissão à igreja, que disputam o controle sobre os fragmentos da civilização. Entre ruínas e cinzas, a esperança se concentra na promessa de subjugar o Leviatã — não apenas como símbolo de poder, mas como última chance de redenção. Enquanto o rei espera, a praia torna-se palco de fé, loucura e resistência, onde cada personagem enfrenta a própria sombra e o peso de um futuro incerto.
PRÊMIOS
Melhor ator para Cristian Cardoso
5 indicações.
FICHA TÉCNICA
ELENCO
Cristian Cardoso
César Scortegagna
Odilon Júnior
Patrick Freitas
Rodrigo Andrade
Mônica Nordio
Ademir Sossemeier
Diogo Bozetto
CENOTÉCNICA
Iluminação – Gabriel Chaves
Sonoplastia – Daise
Texto & Direção
Mike Aguiar
CURIOSIDADES
O espetáculo participou da etapa regional do X Festival Gaúcho de Teatro da Fetargs, realizado na cidade de Maximiliano de Almeida. Durante a apresentação, o público reagiu de forma intensa e diversa: houve três paradas de aplausos espontâneos, marcando momentos de grande impacto cênico, mas também ocorreram manifestações de discordância — algumas pessoas se levantaram e deixaram o teatro em protesto diante de uma cena considerada provocativa.
Na manhã seguinte, durante o debate oficial sobre o espetáculo, parte dos jurados e integrantes de outros grupos teatrais se posicionaram de maneira crítica em relação aos conceitos apresentados na peça. O confronto de ideias revelou como a obra mexeu com sensibilidades distintas, gerando tanto admiração quanto resistência. Esse episódio acabou se tornando um marco na trajetória do grupo, mostrando a força do teatro como espaço de questionamento e diálogo.
Já no ano de 2000, quando o espetáculo voltou a circular em novas apresentações, o elenco passou por uma renovação quase completa. A troca de atores trouxe novas interpretações e energias para a cena, permitindo que a peça fosse revisitada sob outras perspectivas, sem perder sua essência provocadora e reflexiva.
O dente do Leviathan era o chifre de um boi da mãe do autor da peça.
